Postagens sobre Linguagem Acessível nas Redes do TJPR
Esta ação é parte do projeto de “Linguagem Acessível” do TJPR em que propomos a elaboração de uma campanha no formato de postagens (textos) para serem divulgados nas redes do Tribunal. A partir de textos elaborados pelos linguistas do TJPRlab (Laboratório de Desenvolvimento, Pesquisa e Inovação) para a rede interna (intranet), foram também criadas postagens mais informais para as redes sociais, como Instagram. As postagens se iniciaram no dia 15/03/2024 e se estenderam até o dia 12/12/24, quando ocorreu o lançamento do Manual de Linguagem Acessível do TJPR. Nesses textos, foram divulgados temas como jargões jurídicos, arcaísmos linguísticos, nominalizações e diversas outras questões que atrapalham a compreensão do texto jurídico. Além das questões linguísticas, foram abordadas também questões relativas à brevidade das comunicações, com incentivo e instruções para deixar os votos resumidos.
Objetivo:
O objetivo central desta ação foi conscientizar e fomentar o público externo sobre a pertinência do tema da Linguagem Simples ou Acessível, dando dicas sobre como evitar a utilização de expressões técnicas desnecessárias. Além disso, as postagens também incentivam a utilização de votos resumidos nas sessões de julgamento.
Proposta inovadora:
A criação de textos informais para as redes sociais do TJPR representou uma abordagem inovadora na comunicação institucional. Com um tom mais leve e acessível, o projeto "Linguagem Acessível" aproximou o Tribunal dos cidadãos, facilitando a compreensão dos serviços e procedimentos e promovendo maior engajamento. As postagens incentivam a interação ativa, convidando os seguidores a sugerirem simplificações de frases complexas, o que contribui para medir o impacto dessas traduções simplificadas.
Além das postagens nas redes sociais, as postagens na intranet do TJPR também foram consideradas inovadoras, pois utilizaram uma abordagem mais prática e direta, auxiliando a disseminar o conhecimento sobre linguagem acessível entre magistrados e servidores, bem como incentivaram uma comunicação interna mais clara e eficiente. Essa iniciativa aprimorou a troca de informações dentro do Tribunal, e também serviu como um modelo a ser seguido por outras instituições.
Além de alcançar o público externo, a proposta também envolveu magistrados e servidores do Tribunal, que podem acompanhar e participar das discussões, oferecendo feedback valioso. Esse ciclo contínuo de interação e aprimoramento fortaleceu a comunidade jurídica e promoveu uma justiça mais transparente e inclusiva.
Metodologia:
A metodologia para a escrita dessas postagens seguiu um rigoroso processo de desenvolvimento e revisão para garantir que o conteúdo fosse claro e acessível. Inicialmente, os linguistas do TJPRlab (Laboratório de Desenvolvimento, Pesquisa e Inovação) elaboraram textos teóricos que abordavam temas como jargões jurídicos, arcaísmos linguísticos e nominalizações, entre outros. Esses textos foram, então, adaptados para um formato mais informal e acessível, adequado tanto à intranet quanto às plataformas de redes sociais. Além do conteúdo teórico, as postagens no Instagram incluíram interação ativa com o público, convidando os seguidores a sugerirem “simplificações” de determinadas frases ou parágrafos. Esse processo colaborativo não apenas enriquecia o conteúdo das postagens, mas também fomentava o engajamento e a participação do público.
Para complementar a abordagem teórica, foram realizadas sessões de Design Thinking com o objetivo de entender como os conteúdos poderiam ser compreendidos pelo usuário final, incluindo magistrados e servidores do tribunal. Essas sessões permitiram coletar feedback valioso e ajustar as postagens para melhor atender às necessidades do público. A eficácia dessa metodologia foi comprovada pelo sucesso das postagens, medido pelo número de “curtidas” e comentários recebidos, que indicavam uma alta taxa de interação e aprovação por parte dos seguidores. Dessa forma, o projeto “Linguagem Acessível” conseguiu promover um entendimento mais claro e democrático dos serviços e procedimentos do TJPR.
Justificativa:
A produção dessas postagens justifica-se pela necessidade de tornar o sistema judiciário mais acessível e compreensível para todos os cidadãos. Ao utilizar uma linguagem simples e acessível, busca-se eliminar barreiras de entendimento, permitindo que qualquer pessoa, independentemente do nível de escolaridade ou familiaridade com termos jurídicos, possa compreender claramente os procedimentos e serviços oferecidos pelo Tribunal. Isso não só fortalece a confiança da sociedade no sistema judiciário, mas também promove uma participação mais ativa e consciente nos processos judiciais, contribuindo para uma justiça mais democrática e inclusiva.
Além disso, essas postagens beneficiam diretamente magistrados e servidores do tribunal, que se beneficiam de uma comunicação interna mais clara e objetiva. Com a eliminação de jargões e termos técnicos desnecessários, a troca de informações torna-se mais eficiente, reduzindo a possibilidade de mal-entendidos e erros na interpretação de documentos e procedimentos. Essa clareza na comunicação também otimiza a preparação de casos e documentos pelos advogados, resultando em um sistema judiciário mais ágil e produtivo. Em suma, a iniciativa de "Linguagem Acessível" não só aproxima o Tribunal da sociedade, mas também promove um ambiente de trabalho mais coeso e organizado entre os profissionais do direito.
Beneficiários:
Os beneficiários dessas postagens são diversos e todos se beneficiam de maneiras únicas. Primeiramente, os cidadãos, que representam o público externo, conseguem acessar informações sobre procedimentos judiciais de forma mais clara e direta, reduzindo o risco de mal-entendidos e aumentando a transparência no sistema judiciário. Essa compreensão mais clara promove a confiança e a participação ativa da sociedade nos processos jurídicos, contribuindo para uma justiça mais democrática e inclusiva.
Advogados e juízes também se beneficiam significativamente dessa iniciativa. A campanha de conscientização direcionada a esses profissionais destaca a importância de utilizar uma linguagem clara e acessível nos documentos e comunicações judiciais. Ao adotar termos mais práticos e simplificados, evita-se o uso excessivo de jargões jurídicos e termos técnicos desnecessários, o que facilita a interpretação correta e eficiente de textos jurídicos. Isso não só melhora a comunicação entre os profissionais, mas também otimiza a preparação de casos, a redação de documentos e a condução de julgamentos.
A aplicação desses conceitos linguísticos pode, portanto, dirimir mal-entendidos e prevenir erros que poderiam comprometer a eficácia e a justiça dos processos legais. Ao proporcionar uma comunicação mais direta e compreensível, promove-se um ambiente de trabalho mais coeso e organizado, beneficiando diretamente magistrados e servidores do tribunal. Essa clareza na comunicação interna contribui para a produtividade e a eficiência do sistema judiciário como um todo.
Impacto:
A divulgação desses conceitos ampliou o conhecimento e fez crescer a necessidade de departamentos procurarem mais informações sobre como facilitar a linguagem dos seus documentos. Assim, a campanha de "Linguagem Acessível" não apenas alcançou os cidadãos, mas também envolveu diretamente magistrados e servidores do tribunal, promovendo um ambiente de trabalho mais claro e eficiente, além de uma maior transparência e participação ativa da sociedade.
- E-mail do laboratório: inovacao@tjpr.jus.br