Cartilha de apoio às mulheres vítimas de violência
1. Contextualização e Problema:
A iniciativa de criar uma cartilha para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar surgiu da constatação do Dr. Paulo Resende Borges, juiz supervisor da UAILab, sobre a falta de informação e orientação dessas mulheres. Muitas vezes, as vítimas desconhecem:
- As diversas formas de violência doméstica;
- Os procedimentos para comprovar a violência sofrida;
- Os serviços de apoio disponíveis na sua região;
- Como acessar esses serviços.
Essa falta de informação dificulta o acesso à justiça e aos serviços de apoio, perpetuando o ciclo de violência.
2. Proposta de Solução e Público-Alvo:
A solução proposta foi a criação de uma cartilha com:
- Linguagem simples e acessível;
- Mapeamento completo da rede de apoio local;
- Descrição detalhada dos serviços, horários e endereços;
- Informações essenciais sobre violência doméstica.
O público-alvo são mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
3. Diferencial Inovador:
O diferencial da cartilha está no uso da Linguagem Simples e do design centrado no usuário, garantindo que a informação seja compreendida e utilizada da melhor forma possível.
4.Objetivo:
O objetivo principal é oferecer um material informativo e prático que auxilie as vítimas a acessar seus direitos e serviços de apoio, utilizando empatia e design acessível.
5. ODS Contemplados:
- ODS 5: Igualdade de gênero e empoderamento de mulheres e meninas.
- ODS 16: Paz, justiça e instituições eficazes, com foco no acesso à informação.
6. Fundamentação Jurídica:
- Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006);
- Recomendação CNJ nº 144/2023;
- Portaria Conjunta TJMG 1391/2022.
7.Metodologias Empregadas:
- Linguagem Simples;
- Visual Law (Direito Visual);
- Testes de usabilidade com o público-alvo (entrevistas e card sorting).
8. Etapas do Projeto:
- Entendimento da demanda, identidade visual e formato da cartilha.
- Seleção da primeira comarca para mapeamento dos serviços.
- Coleta de informações e elaboração do protótipo inicial.
- Validação do protótipo com especialistas.
- Criação de cartilhas para 10 comarcas.
- Apresentação do protótipo para a presidência e para a Coordenadoria da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar (COMSIV).
- Ajuste da identidade visual conforme solicitação da COMSIV.
- Elaboração de cartilhas para mais 5 comarcas.
- Testes de usabilidade com vítimas e outras mulheres.
- Ajustes finais e lançamento das cartilhas.
9.Desafios Encontrados:
- Atualização constante dos dados devido a mudanças nos serviços.
- Impacto ambiental da impressão, contornado pela necessidade de atingir vítimas sem acesso digital e pela sensação de acolhimento que o material impresso proporciona.
Expansão para todas as comarcas de MG, exigindo planejamento logístico e de recursos.
10.Aprendizados:
- A importância da linguagem simples e do design centrado no usuário para a efetividade do material.
- A necessidade de parcerias interinstitucionais para a coleta e atualização de informações.
- A importância de considerar a questão do acesso a informação de forma hibrida, com a criação de versões digitais e impressas.
11.Expectativas e Próximos Passos:
Espera-se que a cartilha facilite o acesso das vítimas aos serviços de apoio e à justiça. Os próximos passos incluem:
- Monitoramento do impacto da cartilha;
- Expansão para outras comarcas;
- Atualização constante dos dados.
12. Parcerias e Agradecimentos:
Agradecemos à COMSIV, à COPUB e aos demais órgãos parceiros pela colaboração.
13. Documentação:
- Protótipo final da cartilha para impressão.
- Link para acesso às cartilhas digitais
https://www.tjmg.jus.br/comsiv/onde-buscar-ajuda.htm
Acesse a página > clique em "Onde Buscar Ajuda" > Clique no nome das cidades para fazer o download da cartilha digital em PDF
- Links das notícias sobre o projeto:
UAILab cria protótipo voltado às mulheres vítimas de violência doméstica
TJMG lança cartilha e baralho de apoio as mulheres vitimas de violencia
14. Indicadores e Métricas de Sucesso:
- Número de downloads das cartilhas digitais.
- Feedback das vítimas e profissionais da rede de apoio.
- Redução do número de vítimas desinformadas nos fóruns e delegacias.
- Aumento do acesso aos serviços de apoio.
- E-mail do laboratório: uailab@tjmg.jus.br